sábado, 20 de agosto de 2011

Relação de Canalha

Só mais um conto, já que eu to inspirada hoje. Achei essa cena em algum lugar, em um clipe acho, e ficou grava na minha mente. A música da inspiração é Lágrimas nos olhos - Márcio G
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Nós eramos amantes
Infiéis e dois ateus
Ignoramos nossos erros
Nos esquecemos dos olhos de Deus
"Vem" Você me puxa rapidamente pelo braço, entrando em um espaço vazio sem nem dar-me chance de respirar. Nunca entendo como você consegue fazer em um passo de mágica que estejamos sozinhos e ninguém dê por nossa falta. Não era a primeira vez que isso acontecia.
Antes que eu possa perguntar algo, seus lábios já cobrem os meus e já estamos nos beijamos como se não houvesse amanhã. Meu corpo é jogado contra a parede de forma violenta, eu ignoro. A marca no dia seguinte estaria coberta de qualquer forma, não importava. Seu corpo está colado ao meu e suas mãos já percorriam minha cintura e desciam cada vez mais. Mordo seu lábio e você geme. Eu sorrio, puxando sua mão direita e passando os dentes pelo seu dedo anelar, retirando o anel grosso de prata que ali jazia.
Você me olha e eu pisco, colocando o anel de lado e dando continuidade ao que fazíamos antes.
"E o seu?" Eu mordo seu pescoço divertida "Ele não veio hoje, caso não tenha visto". Você volta seu corpo para perto de mim de uma forma totalmente renovada, com mais necessidade.


A que se faz a que se paga esta escrito
Mas nos dois ignoramos o saber
O proibido e mais gostoso eu te digo
E o amor cresce sem a gente perceber
Seus olhos encontram os meus em um momento fugaz. Eles brilham maliciosos. Eu sabia o que aquilo significava. Você se aproxima de mim e sussurra no meu ouvido sem que ninguém perceba "Assim que terminar" e continua seu caminho indo em direção ao local onde vamos continuar nosso jogo.
Você havia me provocado demais. Falado demais, sorrido demais, tocado o suficiente para me deixar afoita. Eu precisava jogar você contra a parede. Você tinha essa maldita mania de me provocar e nunca me dar o que eu quero. Hoje você me daria.
Dado um tempo, eu comecei a seguir o seu rumo. Você olha para mim, querendo saber se eu te sigo. Você sabe que sim. Eu sempre te sigo. Adoro nossos jogos, adoro você.
Continuamos a percorrer o corredor, seguindo nosso rumo.
De repente, ela se pendura em seu pescoço.
"Amor, o que faz aqui?"
"Vim.. Te ver" Eu não vi a cena, apenas já estava longe. No primeiro banheiro que acho, entro e me escondo. Lágrimas vêm aos meus olhos. Minha garganta fecha e eu suprimo um soluço. O que está acontecendo comigo? Controle-se, ele não é seu. Pare de chorar, você não é apaixonada por ele. Não é, nunca foi, e nunca será.
Eu mentia para mim mesma.


Relação em conflito como um barco sem vela
De um lado o plebeu de um outro a Cinderela
Dois típicos amantes cortados por navalhas
E problemas constantes relação de canalha
"Vem cá"
"Não, obrigado"
Você para e me olha.
"Por causa daquele lá? Tá de brincadeira comigo né ?"
"Tenho cara de quem está?"
"Mas você nem o conhece direito!"
"Foda-se, eu te perguntei?"
"Ele só quer te comer"
"E você também não é quer?"
"Tu sabe que não"
Levanto a sobrancelha. Ignoro você e começo a sair de perto.
"Vai cuidar da sua vida"
"Espera" você me puxa pelo braço e ouvimos sua namorada lhe chamando de outra sala.
"Vai com ela. Ele está te chamando" Solto-me.
"Espera vai." Eu não olho para trás. Eu havia desistido de você há muito tempo e cansara de dividir você com outras. Eu estava indo para meu próximo relacionamento. Um de verdade. Não essa coisa doentia que mantínhamos. Que você fosse pro raio que o parta. Eu não me importava. Eu queria você longe de mim. Cansei de ser sua amante. Cansei de te amar. Eu cansei do seu ciúmes. Cansei de não receber nenhum "Eu te amo" mesmo você me amando. Cansei. Cansei dessa relação de canalha.

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