segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Luz e escuridão

A luz é viver intensamente
Mantendo vivo não só o corpo,
Mas também a mente.
Manter-se na luz é
Deixar o coração contente
Vivendo novamente,
Sem medo de errar
Errar, por vezes penso,
Que seria um modo de dizer
‘Sou Humano’?
Não há o que pensar
Pois se a tristeza abater
Não haverá como tentar
Pois o medo vai dominar

Porque erramos?
O erro, sempre disseram,
É persistir no mesmo
Mas se não souber errar
Aprender você não irá
E uma conseqüência
É você definhar.

Perguntam-me:
‘Definhar’?
Seria o mesmo que dizer
Luz não há
E essa seria a melhor definição
Para escuridão
A escuridão seria apenas uma ilusão?
Uma breve prisão
Que temporariamente
Faz-se presente?
Uma sensação que abala o coração
Afastando o perdão
e o destino maior.

“O Senhor não dá uma cruz
Que você não possa carregar”
É o que os antigos dizem
Mas e se tal ‘cruz’ for a escuridão
Que esperanças restam para o coração
De conseguir se recuperar?

Minha ‘cruz’ é a escuridão
Mas nela que vivo
Nela que me abrigo
Para não chorar.
Se nessa escuridão me abrigar
Ninguém vai se aproximar
E assim não vou me magoar

Perguntam-me:
‘Por que tem medo da mágoa?’
Não sei explicar
Não havia escuridão em meu coração
Apenas luz
Mas após a mágoa
Por tantas vezes experimentar,
Descobri que não é nela que quero estar
Mas sim manter meu coração na escuridão
Cobrindo minha atenção
Distanciando-me do mundo
Levando-me para o fundo
Não há o que explicar

Um comentário:

Tato disse...

Critica pessoal, eu achei muito bom o poema, apenas acredite em poemas menores tenhan mais efeito.!


Continue assim.